segunda-feira, 20 de julho de 2015

Viaje com seu pet: conheça as regras para levar o bichinho no avião



Com a entrada da Gol, as quatro principais companhias aéreas em operação no país permitem que animais viajem junto com os passageiros, desde que sigam critérios, como a vacinação. Se for utilizar ônibus, preste atenção no peso máximo permitido no bagageiro

Desde 11 de março, passageiros da Gol, respeitando algumas regras, podem viajar com o animal de estimação (cães e gatos) na cabine do avião. O procedimento, recentemente disponibilizado também pela Azul, já era comum na Avianca e na Tam. Cada companhia define suas normas de transporte. Com isso, o peso, o tamanho da caixa de transporte (kennel), o valor da taxa por trecho, a quantidade de animais por voo e a documentação exigida são diferentes (veja quadros). Os pontos em comum são a idade mínima dos pets (quatro meses), a vacina antirrábica e o atestado de saúde, variando o tempo de cada um. A Tam é a única que restringe raça, no caso, as do tipo braquicefálicos, ou focinho curtos. Avianca, Azul e Gol não têm nenhuma restrição de estirpe.

Transporte rodoviário

Para quem viaja de ônibus, também é permitido levar o animal de estimação, desde que, observadas as condições do transporte. Não pode comprometer a saúde do bicho, a segurança, o conforto, a higiene e a tranquilidade dos demais passageiros. De acordo com a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), responsável pelo transporte rodoviário de passageiros no país, não existe especificações para acomodá-los; tanto prestadoras de serviços, quanto usuários devem considerar as normas de bagagem. No bagageiro, 30kg de peso total. No porta-embrulhos (dentro do ônibus), 5kg de peso total, com dimensões que se adaptem ao local.

Assim como em viagens aéreas, no transporte por ônibus também é exigido atestado sanitário do animal, com destaque para a comprovação de imunização antirrábica. Segundo a ANTT, não existe na legislação brasileira nada sobre os tipos de animais autorizados para serem transportados em ônibus. No entanto, é necessário preencher a Guia de Transporte Animal (GTA), emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), exceto para cães e gatos.



Além de observar as regras de transporte dos bichinhos, ao chegar ao destino, é preciso escolher bem onde ficar, pois não são todos os hotéis que aceitam animais de estimação.
Hoje, a maior parte das pessoas que tem um pet gosta de viajar com eles, pois são, praticamente, um membro da família, e o mercado tem que se adaptar a esse público exigente”, ressalta. Desde que começou a busca, a empresária percebeu que o número de hotéis e pousadas que aceitam animais aumentou, mas as restrições em relação a hospedagem ainda são variadas. Aqui, também, é preciso observar as regras.

Na maior parte dos estabelecimentos, comprovantes de vacinas devem ser apresentados; no caso de objetos danificados pelos animais, a responsabilidade é dos tutores, que devem arcar com o prejuízo; quanto aos animais que fizerem suas necessidades nas áreas comuns, os donos devem recolher e limpar. É bom   os animais   ficarem  em locais onde os proprietários do hotel ou da pousada também tenham pets, pois só quem tem entende essa relação entre as pessoas e os bichos.





Por que os gatos gostam tanto de caixas?



Para a professora de clínica médica de caninos e felinos do curso de medicina veterinária da UFRPE Roseane Diniz esse comportamento é de origem ancestral. " As caixas estimulam a memória das locas, buracos que os felinos selvagens usavam para parir e deixar os filhotes protegidos do frio, da luz e dos predadores", explica. 

As caixas trazem uma sensação de conforto e segurança para os gatinhos já que estão protegidos por todos os lados, por isso eles adoram locais escuros e apertados como embaixo da cama, gavetas e guarda-roupas.  

Cavar buracos para parir é um costume dos felinos em geral. Entre eles, o leão é a única exeção, já que os machos cuidam das crias enquanto as fêmeas habilidosas vão caçar porque a leoa não enfrenta leões, que podem ser os possíveis predadores dos seus filhotes.

Os felinos também gostam de subir em móveis altos porque a posição os fazem lembrar das árvores na natureza, onde subiam para observar os inimigos e o lugar a sua volta.



domingo, 19 de julho de 2015

Surdez canina



Os cachorros aprendem a se virar instintivamente. Surdos ao nascer, é apenas por volta dos 21 dias que eles realmente passam a escutar. É nesse momento que começam a interagir mais com o ambiente e também deixam evidente se há alguma deficiência, como a falta de audição. Assim que um problema como esse é descoberto, os donos devem começar um trabalho de adaptação para que o pet possa superar a deficiência ou desenvolver mais os outros sentidos.

A privação da audição pode ser congênita ou adquirida. Diversos fatores provocam o problema que pode acompanhar o cãozinho para o resto da vida. A dálmata Luna foi adotada quando tinha cerca dos 3 anos. A dona, Bárbara Ferreira, foi avisada de que a deficiência era de nascença. “Existem algumas raças que têm surdez definida geneticamente”, esclarece o médico-veterinário Juliano Veiga. O problema atinge 30% dos dálmatas. A raça apresenta um gene autossômico dominante e problemas de pigmentação incompleta ao redor dos olhos e do focinho que determinam o problema. Bárbara conta que, para compensar a dificuldade em ouvir, Luna aguçou o olfato. A cadela percebe os cheiros mais rapidamente do que o seu outro cachorro. Além disso, tem mais sensibilidade ao toque e é mais carinhosa. O veterinário Marcelo Conte explica que os cães surdos de nascença têm mais facilidade para serem treinados com a linguagem de sinais.

No caso da deficiência adquirida, a otite é uma das principais causas. Quando não é tratada corretamente pode provocar danos irreversíveis aos nervos responsáveis pela audição. Intoxicação por uso inadequado de medicamentos, infecções virais — como cinomose e cushing — e acidente vascular cerebral também resultam na deficiência. Além disso, a idade é outro fator que contribui.



O veterinário Juliano Veiga alerta que seguir orientação médica é importante. “Consulte sempre um veterinário para saber se é preciso começar um tratamento. Não é bom fazer isso por conta própria”. Ele também adverte sobre a prevenção, proteção na hora do banho, limpezas periódicas e atenção com a higiene dos ouvidos para evitar infecções.

Doença viral
Trata-se de uma doença multissistêmica, altamente contagiosa e severa nos cães e em outros carnívoros. O vírus é eliminado por todas as secreções e excreções do corpo, mas é instável no ambiente, por isso procura um novo hospedeiro.

Raças que têm maior propensão à surdez:

» Dálmatas
» Boxer
» Akita
» Beagle
» Cocker spaniel
» Maltês
» Pastor-alemão
» Poodle
» Schnauzer
» Rottweiller
» São Bernardo


Saiba mais sobre a gripe canina



As temperaturas baixas e o tempo seco favorecem o aparecimento dos resfriados tanto nas pessoas quanto nos animais. Por isso, o tutor deve ficar atento aos sinais do pet para prestar assistência o mais rápido possível. 

O sintomas da gripe canina são bem semelhantes aos da gripe em humanos. Geralmente, os animais costumam apresentar tosse seca ou com secreção, coriza e congestão nasal, conjuntivite, espirros, falta de apetite e febre. Os filhotes e os cachorros com problemas imunológicos têm mais predisposição.
De acordo com professora do departamento de medicina veterinária da UFRPE, Evilda Lima, não é só o ambiente que influencia no contagio. "A gripe canina também pode ser causada em função de bactérias e vírus, como no caso da tosse dos canis", explica. Essa doença transmitida pelas secreções de animais infectados é bastante comum em locais de grande aglomeração de cachorros.

O cão deve ser levado ao veterinário já nas primeiras alterações. Nos casos mais graves da doença, o animal pode apresentar sintomas como febres, secreções oculares, anorexia, apatia, fraqueza e desidratação. Caso o animal não seja tratado, pode se instalar um quadro de pneumonia, que pode levar o pet a óbito.

Ainda segundo a veterinária, o tutor deve sempre prestar atenção onde leva seu cão. "É preciso que os donos de pets caninos estejam sempre atentos aos ambientes que seus bichinhos de estimação frequentam, já que a doença pode estar presente até mesmo em locais como clínicas veterinárias, parques e pet shops, entre outros", reforça. 

A prevenção da gripe canina pode ser feita por meio da vacinas polivalentes, onde os antígenos para as principais viroses estão inclusos. No entanto, evitar que seu pet fique exposto a outros animais e às mudanças bruscas de temperatura também são boas pedidas para protegê-lo.

Na maioria dos casos, antibióticos são indicados para o tratamento da gripe em cães - que costuma ser facilmente curada. No entanto, quadros mais graves necessitam de mais atenção e cuidados. Portanto, a visita ao veterinário é o procedimento mais indicado quando houver a suspeita de qualquer complicação.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fique atento ao calendário de vacinação do seu pet



Como os bebês, os filhotes de cães e gatos também precisam ser vacinados e tomar vermífugos. E a preocupação deve ser a mesma: observar as datas e ter um cartão para controle das doses. Isso porque a última etapa do primeiro ciclo de vacinas e vermifugação não deixa o animal totalmente imune a doenças.

O médico-veterinário Luiz Cury ensina que quando o pet nasce, a amamentação e o contato placentário oferecerem uma proteção passiva — os anticorpos são passados diretamente pelo mãe. “Por isso, a vacina deve ser tomada entre 45 a 60 dias de vida. Antes disso, o organismo irá combater os vírus injetados e o efeito não será o desejado”, observa. Com o passar dos meses, o filhote perde a proteção natural e precisa de novas doses para continuar o processo de imunização. “Um animal maior tem menos proteção e mais contato com ambiente externo, portanto, a vacinação não deve ser interrompida”, conta Cury.

Existem, basicamente, duas categorias de vacinas: as obrigatórias e as recomendadas. As últimas são indicadas conforme o contexto epidemiológico, ou seja, será avaliado o ambiente de convivência do bicho. Sendo assim, todo o processo deve ser feito em conjunto com uma consulta médica, pois é nesse contato que o veterinário vai investigar, por meio de exames, testes rápidos e perguntas sobre a saúde do animal, a real necessidade de imunização.

No caso de o cão ou o gato ter sido infectado ou apresentar algum vírus oculto, a vacina não é aplicada até que ele esteja tratado. “Injetar mais vírus apenas vai agravar os sintomas da doença e potencializar o que está se reproduzindo. Além disso, dependendo do tipo de vacina, pode ser ainda mais prejudicial”, explica Jair Costa, professor especializado em clínica médica de cães e gatos da Universidade de Brasília. A exceção se dá quando a enfermidade é do tipo crônica. O problema principal não vai anular a exposição do bicho a outras complicações. Desse modo, as doses serão administradas de acordo com as particularidades da doença e acompanhamento.

O professor ainda ressalta a importância de um profissional qualificado avaliar a situação e receitar as vacinas. “O custo pode ser elevado por conta do protocolo do paciente e da marca do produto que será utilizado”, informa. O dono do cão ou gato, na hora da aplicação, deve observar se o produto está armazenado na temperatura adequada e cobrar a assinatura e carimbo do veterinário no cartão.

Como as vacinas podem ser modificadas (com o vírus morto ou fragmentos dele) ou inativadas (o vírus está vivo, mas se tornou inofensivo), podem ocorrer reações depois da injeção. Cury diz que a absorção no organismo dura cerca de 21 dias, por isso, os intervalos entre as doses são grandes. “Antes disso, há uma inflamação localizada na área. Nos gatos, há uma peculiaridade, nesse processo, é possível que se desenvolva um câncer.” Depois de tomar a vacina, o animal deve ficar em observação, no caso de surgirem efeitos colaterias mais graves — como diarreia, inchaço, vômito e erupção na pele —, deve-se levar o pet ao veterinário.

Abandonados
O veterinário Jair Costa defende que a vacinação é a maneira mais eficaz de controlar as doenças entre as espécies e também as zoonoses — enfermidades que podem ser transmitidas aos humanos. De acordo com ele, os animais abandonados são mais suscetíveis a problemas de saúde. O veterinário Luiz Cury esclarece que, se o pet se encaixar nesse grupo de risco, é preciso mais atenção. Incluem-se nessa categoria animais vendidos na rua e abandonados.

Entidades como a ProAnima são rigorosas quanto à questão da imunização. “Quando o animal fica sob a nossa custódia, o protocolo é levá-lo imediatamente ao veterinário para fazer exames”, explica Simone Lima, diretora geral da instituição. “Se estiver bem, é iniciado o procedimento: são dados vermífugos e produtos contra pulgas e carrapatos. Mas, quando está doente, fica internado ou vai para um lar temporário e continua o tratamento até que melhore. Somente depois disso é liberado para ser adotado.” O intuito é sempre repassar os animais para alguém que queira assumir a responsabilidade. Atualmente, a ProAnima cuida de 12 cães e oito gatos.

Outro abrigo temporário atento a esses cuidados é a Sociedade Humanitária Brasileira (SHB). Alice Godoy, uma das protetoras voluntárias da entidade, menciona que a rigidez das regras em relação à saúde dos pets. “O normal é levar ao veterinário logo na chegada. Todos sempre têm vermífugos e vacinas rigorosamente em dia, além do hemograma. No caso dos gatos, fazemos exames para doenças específicas também. O animal só pode ser adotado se estiver saudável, caso contrário, mesmo com um dono, é preciso esperar.”

* Nem sempre o protocolo das vacinas será o mesmo. O procedimento pode variar de acordo com o animal ou com a raça. Consulte um veterinário.

Doenças mais comuns

Cães

Adenovírus: mal que pode causar complicações respiratórias. As doenças mais comuns são hepatite infecciosa e tosse dos canis, conhecida como gripe canina. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Cinomose: possui alta taxa de mortalidade e contágio. Atinge animais com o sistema imunológico enfraquecido, é mais comum em filhotes ou em cães com idade avançada. Os sintomas podem variar de acordo com o órgão que o vírus ataca. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Leptospirose: concentra-se especialmente nos períodos de chuva. Transmitida por uma bactéria, causa desordem no funcionamento renal e/ou hepático. A transmissão pode acontecer por contato com um animal infectado ou em ambiente contaminado. É uma zoonese, ou seja, pode ser passada para o ser humano. A vacina múltipla combate a enfermidade.

Gatos

Leucemia felina: enfraquece o sistema imunológico e o deixa suscetível à contaminação por outras enfermidades. O contato se dá de formas variadas, mas principalmente pelo compartilhamento de potes. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Calicivirose: é uma infeção respiratória bastante séria e um dos principais problemas de saúde que podem acometer os felinos. Altamente contagiosa, é transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Panleucopenia: muito comum entre gatos doméstico, é um distúrbio gastrointestinal causado por um parvovírus. Apesar de ser tratável, costuma ser fatal para cerca de 80% dos bichos contaminados. Atinge principalmente filhotes. A vacina múltipla combate a enfermidade.

Seu bichinho sumiu? Saiba como procurá-lo com eficiência



Ao voltar do trabalho, escola ou da faculdade, você já espera ser recebido com abanar de rabo e latidos pelo seu cão. Só que ao entrar pela porta, você percebe algo de estranho- o silêncio. Procura pela casa, chama, grita e nem sinal do bichinho. Ele fugiu. Nesse momento, o importante é não se desesperar, principalmente se ele tiver o hábito de passar um tempo na rua. Caso ele demore mais que o comum, o dono deve começar as buscas.




Se você está passando por uma situação semelhante, confira as dicas abaixo e aprenda qual a forma mais eficiente de procurar um cão perdido e como se prevenir.

Onde procurar
O dono  deve começar as buscas nas ruas vizinhas, perguntando aos moradores se viram o cão. Andar pelo bairro, divulgando fotos do animal, ir em clínicas veterinárias e nos pet shops informando que seu animal fugiu e que avisem caso ele apareça. O dono do animal também pode acionar a Seda (Secretária Executiva de Direitos dos Animais) para ajudar na divulgação e nas buscas do animal perdido pela localidade.
Internet
O dono  pode publicar no seu perfil nas redes sociais um anúncio de "procura- se", para ser compartilhado pelos amigos até chegar a alguém que tenha encontrado o pet. Segundo a assessoria da Seda, o meio mais eficiente ainda continua sendo a divulgação através de cartazes, expostos em lojas e clínicas veterinárias, além da postagem na internet. Além disso, algumas ONGs já disponibilizam nas suas páginas na internet seções para animais perdidos. Caso o dono ofereça recompensa as chances de devolução do animal pode aumentar.



Modelo de como deve ser o cartaz de procura  do animal 

Prevenção 
De acordo com a assessoria da Seda, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que seu animal desapareça; Manter os portões fechados, acostumar o animal a sair sempre com a guia (coleira), ter cuidado ao entrar e sair com seu veiculo (momento em que o animal pode aproveitar para fugir).
E, ainda:
Coleira com identificação – A forma mais simples e tradicional de identificar o cachorro é colocando suas informações gravadas em um pingente preso a coleira. Na plaquinha deve conter, no mínino, o nome do animal, do tutor e telefone para contato. No Recife, as petshops vendem pingentes estilosos, que podem ser coloridos e no R$ 30 a 32, 90. Já as banhadas a ouro ou a prata enfeitadas com uma pedrinha de zirconia, custam entre R$47 e R$ 49,90.
Microship- Mesmo sem a função de localizador, o microship pode ser uma forma de garantir a identificação do animal, caso ele seja encontrado por outra pessoa. O dispositivo é implantado numa parte superficial da pele do animal, geralmente entre as escápulas. Os dados contidos no pequeno dispositivo trazem o nome do cão, sexo, raça, idade, proprietário e cartão de vacinação, e podem ser consultados por meio de um leitor. Algumas petshops oferecem esse serviço (entre R$ 90 e R$ 95 . A implantação também pode ser feita gratuitamente pela Prefeitura do Recife, basta o tutor entrar em contato com Seda e agendar dia e horário.




,,,,,,,,,,,,,,,