quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cuidados com os animais no calor intenso




A chegada do verão exige cuidados com os animais de casa, que também sofrem com as temperaturas altas da estação. Se os dias quentes são convidativos a passeios ao ar livre, viagens e brincadeiras na água, o bem-estar do seu bichinho requer atenção redobrada dos donos. Uma das recomendações mais básicas dos veterinários é o horário da ida ao parque, que deve ser sempre em temperaturas mais amenas. O sol forte castiga o cão, que pode sofrer fadiga, desidratação e até queimadura nos coxins, aquelas almofadinhas das patas. Durante o programa, é importante fazer pausas para hidratação e descanso na sombra.

Atenção aos horários
Mesmo que seu cachorro adore ficar lá fora, deixe as brincadeiras mais agitadas para depois do pôr-do-sol. Isso reduz o risco de insolação, especialmente para cães que estejam acima do peso. Se você mora em uma região muito quente, procure passear com seu cão antes das 9:00 e depois das 18:00. Lembre-se que seu cão está mais próximo do chão que você, por isso ele acaba sentindo muito mais calor, recebendo todo o aquecimento que vem do chão/asfalto.

Mantenha o essencial por perto
Jogando frisbee no parque ou descansando no quintal, você deve ter muita água disponível para seus cães. “Tigelas de água dobráveis são fáceis de colocar em mochilas para passeios de carro.”

Também tem um truque para manter os cães hidratados enquanto estiver fora: ponha a tigela de água no freezer durante a noite. Eles terão água fresca enquanto o gelo derrete.Você também encher seu brinquedo favorito com ração umedecida e congelar depois. Os cães vão ficar felizes em lamber as guloseimas enquanto descongelam.
Observe os sinais de superexposição
Cães ofegam pra se refrescar. Se você notar que ele está muito ofegante, leve seu cão para um local fresco e ofereça muita água. Em casos extremos, os animais podem ter febres altas, taquicardias ou mesmo vômitos – esses são sinais de insolação e requer ir com urgência ao veterinário. No caminho você aplique toalhas embebidas com água fria nas áreas sem pelos do corpo do seu cão.

Proteja os cães de focinhos curtos
Alguns cães sofrem riscos de doenças relacionadas ao calor. Qualquer cão de focinho achatado — boxer, buldogue inglês, buldogue francês, pug, boston terrier etc — tem o que chamamos de síndrome braquicefálica. Em função dos narizes curtos, eles têm menor área de superfície e traqueias menores do que o normal. Alguns cães braquicefálicos chegam a falecer se expostos ao calor intenso.

 

Isso os impede de refrescarem a si mesmos efetivamente em um dia quente, e é por isso que eles estão na lista de exclusão aérea de algumas companhias, como a Gol, por exemplo, que não transporta nenhuma raça braquicefálica. Mas os cães de focinho curto não são os únicos que correm riscos em dias quentes. Os cachorros sofrem mais com o calor do que as pessoas porque não transpiram por meio da pele, mas sim através da salivação e das almofadas das patas.

Não seja daltônico
Animais de pelagem escura tendem a absorver ainda mais os raios do sol. Pelagem branca requer proteção solar adicional. Cães e gatos brancos podem ter câncer de pele, especialmente na ponta do nariz e nas orelhas, devido a exposição ao sol. Alguns cães adoram deitar de costas ao sol e desenvolvem câncer na barriga.

Se seu cão tem pelo branco, procure usar protetor solar próprio para cães. Ela observa que os antigos bloqueadores solares com óxido de zinco não servem para os cães, pois podem danificar as células do sangue. Em vez disso, opte por versões com dióxido de titânio. Algumas pinceladas no nariz, orelhas e outras áreas expostas já são suficientes antes ir brincar ao sol.

Faz calor sob os pelos
Se seu cão tem uma pelagem pesada, pense na possibilidade de fazer uma tosa no verão para ajudá-lo a enfrentar o calor. Além disso, muito cuidado ao deixar animais de estimação no carro no calor. Mesmo cães de pelo curto podem superaquecer rapidamente em um carro. Durante viagens longas, considere investir em telas na janela, que oferecem ventilação e evitam que os filhotes ponham a cabeça para fora da janela. Faça paradas para o xixi e para dar água fresca ao cão.

 brincadeira dentro de casa
Ninguém quer ficar preso em casa, mas há muitas atividades que podem ser feitas para queimar calorias e manter os cães ativos. Por exemplo, esteiras para animais.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Alimentos natalinos podem fazer mal aos cães




O dia de Natal é considerado por muitos um dos mais esperados do ano. Mas mesmo com todos os aromas das comidas desta noite, não vale a pena deixar o seu cãozinho provar os quitutes natalinos. Nenhum dos itens comuns nas ceias de Natal são recomendados na alimentação dos cães. A recomendação dos veterinários é sempre oferecer apenas ração.

A veterinária especialista em dermatologia Cintia Valadares conta que os plantões pós festas de fim de ano são bastante movimentados. “Nos dias 25 e 01 aparecem muitos cães com quadro de diarreia, vômito, náuseas ou dores abdominais. Esses sintomas podem indicar intolerância alimentar, intoxicação, reação alérgica ou urticária, provavelmente causados pela ingestão de alimentos inadequados”,conta a veterinária.

Os tutores provavelmente já sabem que alimentos gordurosos, oleosos, doces e os temperados com condimentos devem ser evitados em qualquer época do ano. Devido à grande oferta desses tipos de alimentos no Natal, a atenção deve ser redobrada para evitar problemas de saúde no seu cachorro.

Para reforçar que todos os alimentos da ceia de Natal devem ser evitados a veterinária Cintia Valadares elaborou uma lista dos alimentos mais danosos e que, mesmo assim, são frequentemente dados aos cães:


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Já parou para pensar em como os pets se sentem no fim do ano?



O veterinário especializado em comportamento animal Renato Buani recomenda que os donos tomem alguns cuidados no fim do ano. Barulho de fogos, viagens e comidas representam um risco em potencial. “É uma época de comemorações importantes e, assim, algumas pessoas se ocupam demais e acabam se esquecendo dos cuidados com os animais”, explica.

Segundo ele, a ausência do dono é o que mais incomoda os bichos de estimação, pois eles podem sentir abandono e solidão. Por isso, ele recomenda que, antes de viajar, o dono pesquise um bom lugar para deixar o pet, de preferência na casa de um parente. Se não for possível, é importante encontrar um hotel de confiança para evitar que o bicho volte com algum trauma.

Quanto aos fogos, Renato recomenda que os humanos não recompensem o comportamento de medo dos animais no momento das explosões. “Não é bom dar carinho, por exemplo, só na hora da explosão, pois isso vai reforçar sempre que ele fique com medo”, esclarece.

Ele sugere que o dono prepare o animal para a situação. Pode-se, por exemplo, deixar a tevê ligada, inclusive em outros dias, para ele ouvir os fogos com intensidade mais baixa. Outra medida seria derrubar propositadamente objetos no chão, o que causa um pequeno susto, mas que não provoca tanto medo.





Pense bem antes de presentear alguém com um animal de estimação


A época de se confraternizar, dar e receber presentes está chegando. Com os festejos de Natal, muitas pessoas pensam em presentear um ente querido com um bichinho. Se você estiver querendo adotar um animal e dá-lo a alguém não esqueça de pensar e pesquisar bem sobre o assunto antes. Animais merecem carinho, respeito e cuidado. A pessoa a quem você pretende presentear tem condições de receber o bichinho?

O lado financeiro também é importante para garantir uma alimentação adequada e os cuidados veterinários necessários. "Os animais viram membros da família quando vão morar na casa de alguém. Não são brinquedos, são vidas. É importante ter em mente se a pessoa que vai receber está disposta a dar tempo e também dinheiro a ele. Claro que o laço afetivo está acima da disposição financeira, mas o bichinho precisa ser vacinado, vermifugado, tosado e tudo isso tem custo", diz a médica veterinária especialista em clínica e dermatologia, Cíntia Valadares de Souza.

Ainda de acordo com a veterinária, é comum pessoas que adotam ou até compram animais com empolgação, abandonarem seus bichinhos no futuro. Por isso é importante lembrar que cães e gatos, por exemplo, chegam a viver mais de 15 anos. "Nem sempre o abandono é na rua. Algumas vezes o cão é deixado de lado dentro de casa. Por exemplo, o cão era muito bem tratado quando filhote, só comia da melhor ração e depois de um tempo está comendo qualquer coisa. Ou quando um casal tem filhos e deixa o animal escanteado. Eles sentem isso, esta diferença. Ficam maltratados e tristes", explica.

Mas não são apenas cães e gatos que podem ser presenteados, alguns animais silvestres também, como coelhos, hamsters ou pássaros. Estes peludos também demandam carinho e cuidados, como comida especial, limpeza do ambiente onde ele vive e cuidados veterinários. Diversas clínicas veterinárias no Recife atendem animais silvestres. "É importante não pensar no animal como algo que você enjoa e vai deixar de lado, porque são vidas", diz a médica. E quanto mais idosos, os bichinhos vão demandando mais cuidados, assim como nós humanos.

Outro cuidado é se quando pais presenteiam crianças com bichinhos. Os pequenos podem dar até atenção e carinho, mas cães e gatos urinam, defecam, se alimentam e precisam passear diariamente, essas atividades provavelmente serão tarefas para os adultos. As crianças muitas vezes não conseguem medir sua força ao brincarem com os animais, gostam de puxar o rabo ou o pelinho e costumam dividir o que estiverem comendo com seus amigos, então é legal pensar também no lado do cão.

Para a protetora de animais e membro da Fundação Estrela, Jany Cristina, o problema de transformar um bicho em um presente é que o receptor não se comprometeu com a adoção responsável. "Quando a pessoa adota um animal existe todo um cuidado antes dela adotar, primeiro é feito uma triagem. Depois, ela lê os termos de adoção responsável, se compromete e algumas vezes o animal é microchipado para evitar o abandono", fala.

É importante lembrar que animais não são modas ou brinquedos para serem comprados e abandonados depois. "Nós protetores vemos um crescente aumento de abandono de cães de raça. Isso porque algumas pessoas vêem outras com esses animais, as vezes até compram em pet shops, e depois quando vão viajar, por exemplo, jogam fora o cão. Não há responsabilidade com aquela vida." Jany resgatou recentemente um cão da raça pug abandonado no lixão da Muribeca. "Isso só prova que comprar animais não é uma prática bacana", completa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cães e gatos estão virando comida na Suíça



Cães reduzidos a salsichas e gatos cozidos: muitos suíços ainda se alimentam destes animais, segundo uma organização de defesa dos animais que enviou um abaixo-assinado ao Parlamento para acabar com essa prática.
"Cerca de 3% dos suíços come secretamente carne de gato ou de cachorro. Esta prática é vista principalmente nas regiões de Lucerna, Appenzell, Jura e no cantão de Berna", explicou à AFP Tomi Tomek, fundadora e presidente da associação. Ela reconhece ser impossível quantificar o número de animais envolvidos.

Carne de cachorro é usada principalmente para fazer salsichas e sua gordura contra o reumatismo. Quanto à carne de gato, ela é consumida cozida durante o período de Natal, especialmente nos cantões de Berna, Lucerna e Jura, segundo a SOS Chats Noiraigue.

"O Parlamento não vai fazer nada se as pessoas não se revoltarem. Os suíços têm de limpar sua própria casa", acrescentou Tomek. "Hoje nós não podemos fazer nada, uma vez que não é proibido por lei comer seu cão ou gato, não podemos sequer denunciar aqueles que se dedicam a esta prática, nós simplesmente pedimos a adição de um parágrafo à lei relativa à proteção dos animais domésticos", acrescentou.
A associação conquistou a proibição do comércio de peles de gato em 2013.
Eu considero isso um absurdo  coitados dos cachorros e gatos .

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Eutanásia animal, sobretudo em casos de leishmaniose, é condenada por especialistas



Ministério da Saúde não indica a vacinação animal como medida de controle da doença, pois aguarda a conclusão de estudos sobre a vacina


Quando animais de estimação e humanos compartilham da mesma doença, a cura nem sempre é encontrada para ambos os lados. O resultado são discussões acirradas sobre como proteger a vida humana e a real necessidade de sacrificar os queridos pets. Em outubro, foi sacrificado o cachorro de uma enfermeira espanhola contaminada com ebola. A medida provocou protestos e mobilizações, com pessoas defendendo que o cão ficasse apenas de quarentena. A eutanásia também é adotada para os animais diagnosticados com leishmaniose no Brasil. Não existem medicações totalmente eficazes para os pets e o Estado proíbe o tratamento, apesar de Europa e Estados Unidos preferirem tratar os bichos. 

Diferentemente da raiva, a leishmaniose não tem campanhas gratuitas de vacinação. O Ministério da Saúde não indica a vacinação animal como medida de controle, pois aguarda a conclusão de estudos sobre a vacina. Para o ministério, a medida mais segura para a saúde humana é a eutanásia.

O tratamento atual pode resultar no desaparecimento dos sintomas, mas os animais podem continuar como fontes de infecção para o mosquito-palha, que transmite a doença dos animais para os humanos. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 4 mil novos casos de leishmaniose são registrados por ano no país.

Apesar do impasse, Ana Luísa Brito decidiu imunizar as duas cachorras dela. “Por via das dúvidas, eu preferi vacinar. Eu não quero passar por essa situação. Temos que ter responsabilidade e cuidar dos nossos animais”, afirma a dentista de 45 anos. A cadela Lolita tem 9 meses e começou a tomar a vacina este ano. Ela acompanhou Maya, que tem 3 anos e já toma a vacina pela segunda vez. Ana Luísa mora em Sobradinho, que é uma das regiões com mais casos de leishmaniose, segundo cartilha da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Outras áreas endêmicas de Brasília são Lago Norte, Lago Sul, Fercal e Grande Colorado. Áreas mais pobres, que tendem a apresentar maiores problemas de limpeza, ou com maior umidade e vegetação, apresentam mais chances de ter ocorrência do problema.

A patologista veterinária Denise Salgado ressalta que o processo de urbanização também estimula a incidência. “Com a abertura de matas para a criação de condomínios, nós invadimos o local dos mosquistos e entramos mais em contato com o transmissor”, explica. Ela diz que se impressiona com a quantidade de amostras que recebe para análise no laboratório. “Quase todos os dias, identifico pelo menos um caso de leishmaniose.” Ela acredita que a eutanásia dos animais diagnosticados não resolve o problema. “Na Europa, todo mundo faz tratamento e já sabe que não adianta matar o animal.” Denise esclarece que os cães são mais visados pelo mosquito do que os humanos porque têm o sangue mais quente. Para o Companion Animal Parasite Council, organização que dá diretrizes para o controle de parasitas nos EUA, a prática de eliminar cachorros soropositivos não é considerada efetiva para reduzir os casos de infecção humana ou canina.

A sociedade vem se organizando para impedir a eutanásia de cães diagnosticados com leishmaniose. A veterinária Betânia Nogueira destaca outro problema na conduta. “Existe o risco de animais saudáveis passarem por eutanásia devido ao resultado falso positivo. Isso ocorre principalmente com a população de baixa renda, que não tem condições para fazer diferentes exames de confirmação”, lamenta. Betânia acredita que deveriam existir mais campanhas educativas sobre a questão.

A ONG Arca Brasil, de proteção aos animais, realiza uma campanha para reverter essas medidas. A organização considera que as medidas atuais focam em eliminar os cães em vez do mosquito vetor. “Essa política existe há mais de 50 anos e não tem trazido resultados no controle da doença. É hora de mudar essa atitude”, afirma o fundador da ONG, Marco Ciampi. Ele também alerta que a eutanásia obrigatória estimula as pessoas a procurarem tratamentos na clandestinidade e muitas podem buscar soluções em diferentes cidades, espalhando ainda mais a doença.

Os principais sintomas para ter atenção nos animais são descamação e feridas na pele, fraqueza, falta de apetite, sangramentos e crescimento das unhas, devido ao animal se movimentar menos. No entanto, os animais podem ser assintomáticos ou apresentar poucas características. Nos humanos, a doença provoca sintomas como febre, fraqueza, emagrecimento, aumento do baço e do fígado, diarreia e sangramentos na boca e nos intestinos.

O que é a Leishmaniose?
 

Leishmaniose CaninaA Leishmaniose é uma doença infectocontagiosa causada por um protozoário, conhecido como Leishmania spp., que é transmitido pela picada do mosquito flebótomo infectado, também conhecido como “mosquito palha” ou “birigui”. É considerada uma zoonose e pode acometer homens e cães. Nos caninos de estimação, ela é conhecida como Leishmaniose Visceral Canina.


Formas de transmissão

De acordo com médica veterinária Drª Ana Flávia Ferreira, a doença não é transmitida de um cão infectado para um cão sadio. “A transmissão só ocorre quando o animal é picado pelo mosquito infectado e uma vez doente, o cão não oferece risco para outros animais e nem mesmo para ser humano. Desta forma, o homem só pode ser infectado, se também for picado por um flebótomo contaminado”, explica a profissional, que completa: “os gatos não são acometidos por esta patologia”.

Como prevenir

No Brasil, existe atualmente no mercado uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, que confere proteção superior a 92% e já protegeu mais de 70.000 cães em todo o país.

O programa vacinal deve ser associado a outras medidas de controle, como combate ao inseto vetor (flebótomo), com a aplicação de inseticida no ambiente e o uso de produtos repelentes no cão, também já existentes no mercado pet do Brasil.