sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fique atento ao calendário de vacinação do seu pet



Como os bebês, os filhotes de cães e gatos também precisam ser vacinados e tomar vermífugos. E a preocupação deve ser a mesma: observar as datas e ter um cartão para controle das doses. Isso porque a última etapa do primeiro ciclo de vacinas e vermifugação não deixa o animal totalmente imune a doenças.

O médico-veterinário Luiz Cury ensina que quando o pet nasce, a amamentação e o contato placentário oferecerem uma proteção passiva — os anticorpos são passados diretamente pelo mãe. “Por isso, a vacina deve ser tomada entre 45 a 60 dias de vida. Antes disso, o organismo irá combater os vírus injetados e o efeito não será o desejado”, observa. Com o passar dos meses, o filhote perde a proteção natural e precisa de novas doses para continuar o processo de imunização. “Um animal maior tem menos proteção e mais contato com ambiente externo, portanto, a vacinação não deve ser interrompida”, conta Cury.

Existem, basicamente, duas categorias de vacinas: as obrigatórias e as recomendadas. As últimas são indicadas conforme o contexto epidemiológico, ou seja, será avaliado o ambiente de convivência do bicho. Sendo assim, todo o processo deve ser feito em conjunto com uma consulta médica, pois é nesse contato que o veterinário vai investigar, por meio de exames, testes rápidos e perguntas sobre a saúde do animal, a real necessidade de imunização.

No caso de o cão ou o gato ter sido infectado ou apresentar algum vírus oculto, a vacina não é aplicada até que ele esteja tratado. “Injetar mais vírus apenas vai agravar os sintomas da doença e potencializar o que está se reproduzindo. Além disso, dependendo do tipo de vacina, pode ser ainda mais prejudicial”, explica Jair Costa, professor especializado em clínica médica de cães e gatos da Universidade de Brasília. A exceção se dá quando a enfermidade é do tipo crônica. O problema principal não vai anular a exposição do bicho a outras complicações. Desse modo, as doses serão administradas de acordo com as particularidades da doença e acompanhamento.

O professor ainda ressalta a importância de um profissional qualificado avaliar a situação e receitar as vacinas. “O custo pode ser elevado por conta do protocolo do paciente e da marca do produto que será utilizado”, informa. O dono do cão ou gato, na hora da aplicação, deve observar se o produto está armazenado na temperatura adequada e cobrar a assinatura e carimbo do veterinário no cartão.

Como as vacinas podem ser modificadas (com o vírus morto ou fragmentos dele) ou inativadas (o vírus está vivo, mas se tornou inofensivo), podem ocorrer reações depois da injeção. Cury diz que a absorção no organismo dura cerca de 21 dias, por isso, os intervalos entre as doses são grandes. “Antes disso, há uma inflamação localizada na área. Nos gatos, há uma peculiaridade, nesse processo, é possível que se desenvolva um câncer.” Depois de tomar a vacina, o animal deve ficar em observação, no caso de surgirem efeitos colaterias mais graves — como diarreia, inchaço, vômito e erupção na pele —, deve-se levar o pet ao veterinário.

Abandonados
O veterinário Jair Costa defende que a vacinação é a maneira mais eficaz de controlar as doenças entre as espécies e também as zoonoses — enfermidades que podem ser transmitidas aos humanos. De acordo com ele, os animais abandonados são mais suscetíveis a problemas de saúde. O veterinário Luiz Cury esclarece que, se o pet se encaixar nesse grupo de risco, é preciso mais atenção. Incluem-se nessa categoria animais vendidos na rua e abandonados.

Entidades como a ProAnima são rigorosas quanto à questão da imunização. “Quando o animal fica sob a nossa custódia, o protocolo é levá-lo imediatamente ao veterinário para fazer exames”, explica Simone Lima, diretora geral da instituição. “Se estiver bem, é iniciado o procedimento: são dados vermífugos e produtos contra pulgas e carrapatos. Mas, quando está doente, fica internado ou vai para um lar temporário e continua o tratamento até que melhore. Somente depois disso é liberado para ser adotado.” O intuito é sempre repassar os animais para alguém que queira assumir a responsabilidade. Atualmente, a ProAnima cuida de 12 cães e oito gatos.

Outro abrigo temporário atento a esses cuidados é a Sociedade Humanitária Brasileira (SHB). Alice Godoy, uma das protetoras voluntárias da entidade, menciona que a rigidez das regras em relação à saúde dos pets. “O normal é levar ao veterinário logo na chegada. Todos sempre têm vermífugos e vacinas rigorosamente em dia, além do hemograma. No caso dos gatos, fazemos exames para doenças específicas também. O animal só pode ser adotado se estiver saudável, caso contrário, mesmo com um dono, é preciso esperar.”

* Nem sempre o protocolo das vacinas será o mesmo. O procedimento pode variar de acordo com o animal ou com a raça. Consulte um veterinário.

Doenças mais comuns

Cães

Adenovírus: mal que pode causar complicações respiratórias. As doenças mais comuns são hepatite infecciosa e tosse dos canis, conhecida como gripe canina. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Cinomose: possui alta taxa de mortalidade e contágio. Atinge animais com o sistema imunológico enfraquecido, é mais comum em filhotes ou em cães com idade avançada. Os sintomas podem variar de acordo com o órgão que o vírus ataca. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Leptospirose: concentra-se especialmente nos períodos de chuva. Transmitida por uma bactéria, causa desordem no funcionamento renal e/ou hepático. A transmissão pode acontecer por contato com um animal infectado ou em ambiente contaminado. É uma zoonese, ou seja, pode ser passada para o ser humano. A vacina múltipla combate a enfermidade.

Gatos

Leucemia felina: enfraquece o sistema imunológico e o deixa suscetível à contaminação por outras enfermidades. O contato se dá de formas variadas, mas principalmente pelo compartilhamento de potes. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Calicivirose: é uma infeção respiratória bastante séria e um dos principais problemas de saúde que podem acometer os felinos. Altamente contagiosa, é transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. A vacina múltipla combate a enfermidade.
Panleucopenia: muito comum entre gatos doméstico, é um distúrbio gastrointestinal causado por um parvovírus. Apesar de ser tratável, costuma ser fatal para cerca de 80% dos bichos contaminados. Atinge principalmente filhotes. A vacina múltipla combate a enfermidade.

Seu bichinho sumiu? Saiba como procurá-lo com eficiência



Ao voltar do trabalho, escola ou da faculdade, você já espera ser recebido com abanar de rabo e latidos pelo seu cão. Só que ao entrar pela porta, você percebe algo de estranho- o silêncio. Procura pela casa, chama, grita e nem sinal do bichinho. Ele fugiu. Nesse momento, o importante é não se desesperar, principalmente se ele tiver o hábito de passar um tempo na rua. Caso ele demore mais que o comum, o dono deve começar as buscas.




Se você está passando por uma situação semelhante, confira as dicas abaixo e aprenda qual a forma mais eficiente de procurar um cão perdido e como se prevenir.

Onde procurar
O dono  deve começar as buscas nas ruas vizinhas, perguntando aos moradores se viram o cão. Andar pelo bairro, divulgando fotos do animal, ir em clínicas veterinárias e nos pet shops informando que seu animal fugiu e que avisem caso ele apareça. O dono do animal também pode acionar a Seda (Secretária Executiva de Direitos dos Animais) para ajudar na divulgação e nas buscas do animal perdido pela localidade.
Internet
O dono  pode publicar no seu perfil nas redes sociais um anúncio de "procura- se", para ser compartilhado pelos amigos até chegar a alguém que tenha encontrado o pet. Segundo a assessoria da Seda, o meio mais eficiente ainda continua sendo a divulgação através de cartazes, expostos em lojas e clínicas veterinárias, além da postagem na internet. Além disso, algumas ONGs já disponibilizam nas suas páginas na internet seções para animais perdidos. Caso o dono ofereça recompensa as chances de devolução do animal pode aumentar.



Modelo de como deve ser o cartaz de procura  do animal 

Prevenção 
De acordo com a assessoria da Seda, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que seu animal desapareça; Manter os portões fechados, acostumar o animal a sair sempre com a guia (coleira), ter cuidado ao entrar e sair com seu veiculo (momento em que o animal pode aproveitar para fugir).
E, ainda:
Coleira com identificação – A forma mais simples e tradicional de identificar o cachorro é colocando suas informações gravadas em um pingente preso a coleira. Na plaquinha deve conter, no mínino, o nome do animal, do tutor e telefone para contato. No Recife, as petshops vendem pingentes estilosos, que podem ser coloridos e no R$ 30 a 32, 90. Já as banhadas a ouro ou a prata enfeitadas com uma pedrinha de zirconia, custam entre R$47 e R$ 49,90.
Microship- Mesmo sem a função de localizador, o microship pode ser uma forma de garantir a identificação do animal, caso ele seja encontrado por outra pessoa. O dispositivo é implantado numa parte superficial da pele do animal, geralmente entre as escápulas. Os dados contidos no pequeno dispositivo trazem o nome do cão, sexo, raça, idade, proprietário e cartão de vacinação, e podem ser consultados por meio de um leitor. Algumas petshops oferecem esse serviço (entre R$ 90 e R$ 95 . A implantação também pode ser feita gratuitamente pela Prefeitura do Recife, basta o tutor entrar em contato com Seda e agendar dia e horário.




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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dia das Mães homenagem

Ser mãe é nunca abandonar
Um filho diante de todo olhar.
Ser mãe é um mistério,
Que tem sempre o seu critério.
Por amar à vida,
Por razão sem despedida.
Amor de mãe
É sempre de um jeito carinhoso.
Mãe: ser capaz que Deus criou,
Tão generoso.
Mãe é tudo de bom,
Por ouvir o falar de seu dom.

Mãe é uma doce criatura,
Delicada protetora cheia de ternura.
Mãe, que sempre ampara,
A ela, nada se compara.
Mãe, tudo o que tem a transmitir,
É o que a faz existir.
Ser mãe é doar de coração,
Sua própria vida, por ter compaixão.

 
Marcos BrasileiroCuritiba, PR


sábado, 25 de abril de 2015

O que acontece com o cão depois que ele é pego pela carrocinha?




Quando se fala em carrocinha, vem logo em mente a imagem daquele carro que recolhe os cachorros de rua para matar. Por muito tempo foi assim, caso o dono não voltasse para buscar o pet capturado após três dias. 

O animal deve ter zoorelevência para ser capturado e depois colocado para adoção. Eles passam por uma triagem. São separados por condição de saúde, porte e sexo. Após medicação, vermifugação e castração, os pets são transportados para outro canil, onde ficam disponíveis para adoção.  Atualmente, cerca de  20 gatos e 60 cachorros estão aptos para receber uma nova família, entre eles,  20 cachorros são do casarão abandonado da Encruzilhada. Eles contam com a ajuda de 4 tratadores e 2 veterinários. Além disso, o centro ainda disponibiliza 20 fichas para consultas veterinárias diariamente.



O Centro de Vigilância Ambiental não promove feiras de adoção, apenas participam de eventos da Secretária Executiva de Defesa dos animais (SEDA) levando alguns animais. No entanto, os interessados em adotar um novo amigão, que é castrado e microchipado, podem visitar o Centro portando cópias da identidade e comprovante de residência. Após passar por uma entrevista, o candidato deve assinar um termo de responsabilidade.

sábado, 28 de março de 2015

Divulgando : Cães abandonados em situação precária precisam de ajuda na Encruzilhada

A dona dos cachorros, uma senhora que dormia com os animais, ao ser despejada da casa levou cerca de 12 animais. Ela deve ser procurada pela Promotoria de Defesa do Idoso


Sujeira, doenças, mais de 80 cães abandonados. Esta é a situação de um imóvel localizado na Encruzilhada, Zona Norte do Recife, que abriga os animais em situação precária. Eles foram deixados no local após a ex-inquilina do imóvel ser despejada, nesta segunda-feira (16). A denúncia foi feita pelo projeto Mascote de Rua ao Ministério Público de Pernambuco, que fez vistoria no local nesta quinta-feira (19).

Na vistoria, a  veterinária do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente (CAOP - Meio Ambiente) constatou que a "situação encontrada é de extrema gravidade, uma vez que existem em torno de 80 a 100 cães no local, em péssimas condições, com sarna, desnutridos, inclusive um cão morto em estado de putrefação, assim como uma cadela que aparentava tumor de mama". 

"É necessário o estabelecimento de políticas públicas de defesa animal de forma clara e sistematizada, pois a temática não pode ser tratada como improvisos e causísmo, como vem acontecendo há mais de dois anos desde a criação da SEDA", explica o coordenador do CAOP - Meio Ambiente, André Felipe. Uma audiência pública no CAOP - Meio Ambiente foi realizada na tarde desta quinta-feira, mas nada ficou definido. Para os representantes Secretaria-Executiva dos Direitos dos Animais (SEDA), o Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife (CVA) deveria estar presente na reunião, "uma vez que o recolhimento dos animais é atribuição daquele órgão", assim como "quem deixou os animais nesta situação". 

A dona dos cachorros, uma senhora que dormia com os animais em um papelão, ao ser despejada só conseguiu levou cerca de 12 animais consigo. Ela deve ser procurada pela Promotoria de Defesa do Idoso. 

Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (25), no CAOP - Meio Ambiente, com a presença das Secretarias de Saúde, do CVA e da Vigilância Sanitária (VISA) para solucionar o problema, que é crime ambiental. 

Como ajudar
Os novos proprietários do imóvel estão alimentando os animais, mas precisam de ajuda. O projeto Mascote de Rua está recolhendo ração e alimentos para os cães. As doações podem ser feitas no Lava Jato Excelente Jato, na Av. Norte, após o supermercado Extra Bom.
Quem puder ajudar  mesmo que seja apenas divulgando  esses cachorros precisam de ajuda .

Você sabe o que é piometra?



Quando as gatas e as cadelas entram no cio, elas podem apresentar alterações comportamentais e físicas. Umas das mais frequentes é a liberação de secreção pela vagina. No entanto, o tutor precisa ficar atento, pois esse é o mesmo sintoma de piometra, uma infecção no útero causada por alterações hormonais.

Os sinais que as fêmeas acometidas podem apresentar são trocar o alimento por água, abdômen estendido e secreção pruridosa na vagina. Em estágios mais graves, a cachorra pode ficar com indisposição. Quando a cadela fica velha, ela interrompe o ciclo de renovação do aparelho reprodutor porque não entra mais no cio. Nesta época é mais
frequente o aparecimento de piometra. Por isso é indispensável a ida ao veterinário para fazer o diagnostico correto e começar o tratamento.



O problema costuma acontecer em cadelas entre 10 a 15 anos, mas pode surgir em fêmeas novas também. O tratamento varia dependendo do estado geral e da idade do animal. Geralmente, a infecção é revertida com o uso de antibióticos, mas, em casos mais graves ou que o animal tenha idade avançada, é indicada a histerectomia, que é a retirada do útero.

Uma forma de prevenir é colocar a cadela para cruzar no período certo ou castrar .